A goleira que errou no gol do Corinthians foi a mesma que segurou o título. O São Paulo empatou em 1 a 1 no Morumbis, no sábado, e é campeão brasileiro feminino pela primeira vez.
A vantagem vinha de Itaquera, onde o Tricolor tinha vencido por 2 a 1 na ida. Em casa, Bia Menezes abriu o placar. O Corinthians empatou com Juliete, num lance em que Carlinha falhou. A final ficou aberta de novo, e no segundo tempo o Timão teve a bola do jogo: pênalti para Gabi Zanotti. Carlinha defendeu. O agregado fechou em 3 a 2.
"O futebol sempre te dá uma chance de ser diferente", disse a goleira, em declaração publicada pela Gazeta Esportiva. O técnico Thiago Viana resumiu a campanha em duas palavras, coração e cérebro, também à Gazeta.
O tamanho do feito está no adversário. O Corinthians, maior campeão da competição, vinha de seis títulos seguidos. O São Paulo não ganhou por acaso de mata-mata: liderou a primeira fase, eliminou Grêmio e Flamengo e passou a segunda fase inteira sem perder. Venceu a final na arena do rival e segurou o empate na sua.
E segurou com casa cheia. Foram 49.405 pessoas no Morumbis, recorde de público do futebol feminino de clubes na América do Sul. A marca anterior era do próprio Corinthians, na final de 2024.
O que muda é a régua. Durante anos a pergunta do Brasileirão feminino foi quem perderia a final para o Corinthians. Agora há um segundo projeto com título, torcida e elenco para repetir. A próxima resposta vem rápido: no dia 16, o São Paulo enfrenta o Bahia pela Copa do Brasil, em Aracaju.
Foto: Rubens Chiri e Miguel Schinariol/São Paulo FC




