Tem lesão que atrapalha e tem lesão que apaga o jogador do planejamento. A de Aurélio Buta está no segundo grupo.
O lateral direito convive com um problema no menisco do joelho direito que não fecha. O departamento médico do São Paulo ainda não bateu o martelo entre cirurgia e tratamento conservador, e o motivo é o comportamento do quadro: há dias em que ele treina com bola e evolui, e há dias em que a dor volta e obriga a reduzir a carga, segundo o Lance!.
O padrão já se repetiu. Buta chegou a ser liberado para o treino em campo, voltou a sentir e retornou ao departamento médico. O ciclo aconteceu pelo menos duas vezes.
O histórico pesa na decisão. Ele operou o menisco em 2021 e ficou 319 dias fora. Em 2025, uma transferência para o Panathinaikos travou justamente no exame médico, por causa do mesmo joelho. No São Paulo, são três jogos e 170 minutos, com titularidade contra Bolívar e Red Bull Bragantino.
O clube já se moveu como quem não conta com ele. A contratação de Pedro Lima para a lateral direita é o sinal mais claro disso e resolve o problema esportivo no curto prazo.
O que segue em aberto é o calendário do português. Cirurgia de menisco não tem prazo padrão, porque depende do tipo de lesão e do que se encontra dentro do joelho, e o precedente de 2021 aponta para o cenário mais longo. Enquanto a decisão não sai, o São Paulo tem um contrato ocupando vaga de elenco e um jogador que não joga.
Foto: Cadu Sant Anna/Agência Enquadrar/Folhapress




