O Santos anunciou na sexta-feira (7) a assinatura de um term sheet não vinculante com a SDC Sports para uma futura aquisição da SAF do clube. Não é venda fechada, mas é o passo mais concreto que a Vila Belmiro deu até aqui nessa discussão.
Os termos saíram depois de cinco meses de diligência, contados desde a apresentação da proposta não vinculante, em 20 de fevereiro de 2026. O processo cobriu ativos, passivos e operações, com apoio de Rothschild & Co., Alvarez & Marsal e BMA. Do lado santista, a assessoria envolveu XP Investimentos, EXA Capital, Press FC e o escritório Bichara e Motta.
Michael Lipman, Managing Partner da SDC Sports, e Diego Garcia, da St. Dominique Capital, listaram quatro frentes de investimento: a base, para o clube voltar a formar e reter talento; a infraestrutura, começando pelos CTs Rei Pelé e Meninos da Vila; a marca; e o futebol profissional. "Você não compra um clube como o Santos, você assume a responsabilidade de receber a oportunidade de fazer parte dele", disseram.
Agora vem a parte difícil. O projeto será apresentado ao Conselho Deliberativo, e a operação depende de aprovação de alterações estatutárias, de aval da Assembleia Geral de Associados, da conclusão da diligência confirmatória e da assinatura da documentação definitiva. Ou seja: há muito caminho entre o term sheet e a canetada final.
O presidente Marcelo Teixeira sustentou que avaliar todas as alternativas sempre foi dever da gestão e que a assinatura respeita a governança do clube.
O contexto pesa. O Santos tem duas parcelas de direitos de imagem em aberto, segue com transfer ban da Fifa e briga contra o rebaixamento com 22 pontos. Dinheiro novo resolveria muita coisa. Mas o conselho é que decide.
Fonte: Lance!
Foto: Reinaldo Campos/Santos F.C.




