Pedro Caixinha dirigiu o Santos em 16 partidas. A conta da demissão ainda está aberta, e agora trava o clube no mercado.
A Fifa aplicou na sexta-feira três novos transfer bans ao Santos, pelas rescisões não pagas ao técnico e aos auxiliares José Prata e Pedro Malta. Um dia antes, o clube já tinha sido notificado pelo débito com o preparador de goleiros José Belman. São quatro bloqueios em vigor, que somam cerca de R$ 15 milhões, de acordo com o Lance!.
O maior valor é o de Caixinha: 1,84 milhão de euros pela rescisão, algo perto de R$ 10,2 milhões, além de R$ 496,7 mil em salários pendentes. Malta tem 220 mil euros a receber, Prata cerca de 120 mil e Belman 200 mil. Sobre os valores do técnico e dos dois auxiliares correm juros de 5% ao ano desde abril de 2025.
O caminho até aqui explica por que não há mais recurso. Sem caixa na época da demissão, a diretoria propôs parcelar. Os profissionais recusaram e foram à Fifa. O Santos recorreu à Corte Arbitral do Esporte, perdeu e esgotou as instâncias. Resta pagar à vista ou ficar três janelas sem registrar reforços.
E a fila não acabou. Ainda segundo o Lance!, a Fifa deve oficializar um quinto bloqueio, do preparador físico Guilherme Gomes. Há também a cobrança de 350 mil euros do Al-Markhiya, do Catar, pelo empréstimo de Yusupha Njie, à espera de decisão do CAS, e decisões parcialmente favoráveis a León e Spartak Moscou pelas compras de Adonis Frías e Alexis Duarte.
Para o torcedor, a tradução é direta: sem quitar tudo, não entra ninguém em janeiro. Perder a janela da virada do ano é perder a chance de corrigir o que não funcionou no elenco, e a lista de cobranças em andamento indica que o problema pode crescer antes de diminuir. O clube não se manifestou até a publicação.
Foto: Raul Baretta/Santos FC




