Gabigol vive a melhor fase desde que voltou ao Santos e o presidente do clube decidiu falar sobre o assunto que ninguém no Peixe queria abrir: quem paga esse jogador no ano que vem.
Marcelo Teixeira afirmou que o atacante faz parte do plano para 2027 e que a negociação começa independentemente do calendário eleitoral do clube. O contrato atual vence em dezembro de 2026. O ponto sensível apareceu na sequência, quando o presidente explicou o arranjo em vigor: o Cruzeiro paga parte do salário e o Santos complementa, num valor que ele mesmo classificou como alto para os padrões do futebol brasileiro. A entrevista está na Gazeta Esportiva.
Teixeira disse ainda que houve conversa sobre transferência definitiva e que ela esbarrou no óbvio: o orçamento do Santos não conseguiria absorver o salário inteiro. É a parte mais informativa da fala, porque transforma uma renovação que parecia natural em uma conta que depende de terceiros.
Na prática, o Santos precisa que o Cruzeiro mantenha a divisão, ou que o próprio Gabigol aceite reduzir o vencimento para seguir na Vila. Qualquer clube disposto a pagar o valor cheio entra na disputa sem precisar negociar com Belo Horizonte.
O presidente também tratou do gramado. Admitiu o problema e disse que o ideal é a recuperação total do campo, com retirada e reconstrução da estrutura de areia e terra. É um reconhecimento relevante, porque o Santos vinha defendendo o piso atual em público.
O que observar é o prazo. Dezembro chega em dez rodadas, e renovação que envolve três partes raramente se resolve em cima da hora.
Foto: Reinaldo Campos/Santos F.C.




