O Santos vinha de quatro vitórias seguidas e resolveu o problema mais barato de todos, que é ganhar jogo. Agora precisa resolver o mais caro, que é trocar o goleiro titular no meio da arrancada.
Gabriel Brazão passou por cirurgia no ombro esquerdo em Belo Horizonte, com o doutor Sergio Campolina, e o procedimento foi considerado bem-sucedido. A recuperação estimada passa de três meses, ou seja, cobre o que sobrou de 2026. Os detalhes estão na CartaCapital.
A conta é direta. Restam 11 jogos de Brasileirão e Diógenes assume a posição, com João Paulo como alternativa considerada pela comissão. É muito jogo para quem não vinha jogando, e todos na parte do ano em que ponto perdido não volta.
O detalhe que muda a leitura é o timing. O Santos ultrapassou o Botafogo na tabela justamente na sequência em que Brazão estava em fase boa, e a pausa da Data Fifa dá ao substituto duas semanas de treino antes de precisar responder em jogo oficial. É o tipo de janela que raramente aparece quando um titular cai.
Do lado do próprio goleiro, a decisão de operar agora tem lógica. Brazão fica em repouso e fisioterapia com a meta de voltar inteiro para 2027, sem a pressão de acelerar prazo para salvar um returno. Clube e atleta trataram o resto de 2026 como perdido para ele e escolheram proteger a temporada seguinte.
O que observar é o primeiro teste real. O clássico com o São Paulo está marcado para 2 de outubro, no Morumbis, ainda durante a pausa, e depois vem a retomada do Brasileirão nos dias 7 e 8. Dois jogos em cinco dias já dizem bastante sobre o tamanho do buraco.
Foto: Raul Baretta/Santos FC




