A derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR na Vila Belmiro deixou o Santos na 17ª posição, dentro do Z4 e estacionado nos 22 pontos. Mas quem esperava um Cuca acuado na coletiva encontrou um técnico em modo resistência.
"Eu sair do Santos não é bom negócio para o Santos, nem pra mim, nem pra ninguém", cravou o treinador, descartando qualquer conversa de demissão, segundo o Lance!.
O diagnóstico dele é direto: faltam peças. O Santos briga em três frentes (Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana) com um elenco que não cresceu na janela. "Fomos um dos times que não contrataram na janela, perdemos jogadores e temos um transfer ban", lembrou Cuca, antes do desabafo: "Se a gente puder quebrar o transfer ban e fortalecer. Vir dois ou três jogadores que encorpam o elenco, precisamos disso".
A conta do calendário assusta. São 17 jogos pela frente no Brasileirão, sete em casa e dez fora, com Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro passando pela Vila. Antes disso, tem Macará na quinta, no Equador, pela Sul-Americana, e depois Mirassol e Vasco, adversários diretos na parte de baixo.
E tem o elefante na sala: Neymar, suspenso, assistiu de fora ao tropeço. "Neymar faz falta para todos, pro time, pro torcedor. Até para o adversário, que sente quando ele está dentro do campo", admitiu Cuca. Os números do time sem o camisa 10 explicam a frase melhor que qualquer discurso.
No Dia dos Pais, o técnico resumiu o clima: cabisbaixo e aborrecido, mas sem soltar o leme. A salvação, para ele, passa por reforço, não por troca de comando.
Foto: Rafael Costa/Santos FC




