Robinho Júnior não foi relacionado para o último jogo do Santos e não entra em campo desde 21 de julho. Nesta semana ele apareceu na Itália, liberado pelo clube para resolver a burocracia do passaporte europeu.
A cidadania italiana não é detalhe administrativo. Ela tira o jogador da cota de estrangeiro em boa parte das ligas europeias e muda a conta de qualquer clube interessado, porque vaga de não comunitário é recurso escasso e entra no preço final da operação. O atacante tem 18 anos e a viagem foi confirmada pela Gazeta Esportiva.
Sevilla e Rayo Vallecano sondaram, segundo a mesma apuração, e o desenho em estudo é empréstimo com opção de compra. Nenhum valor foi divulgado e não há proposta oficial registrada até agora.
O contexto do lado santista explica o movimento. Robinho Júnior perdeu espaço com Cuca, tem vínculo até 2027 e o Santos detém 75% dos direitos econômicos. Jogador de 18 anos parado no banco perde valor rápido, e o empréstimo com opção resolve dois problemas ao mesmo tempo: dá minutagem e mantém o clube com o percentual maior numa eventual venda.
O risco do modelo é conhecido. Empréstimo com opção transfere a decisão para o comprador, que só exerce se o rendimento justificar. Se não render, o Santos recebe de volta um atleta com um ano a menos de contrato e a mesma dificuldade de encaixe que tinha antes de embarcar.
O que observar é se a sondagem vira proposta antes do fechamento da janela europeia. Enquanto não houver proposta formal, a viagem à Itália é preparação de terreno, não negociação.
Foto: Reinaldo Campos/Santos




