O Vasco fez a proposta, Richarlison respondeu que sim, e o negócio parou num artigo de regulamento.
A FIFA limita em seis o número de atletas profissionais que um clube pode ceder por empréstimo a equipes de outras federações. O Tottenham já chegou lá. São sete jogadores emprestados no total, mas um deles está em clube inglês e por isso não entra na conta internacional, segundo o Sportbuzz. Entre os seis que contam estão Pape Matar Sarr e Radu Dragusin.
A situação do atacante em Londres é de quem já foi embora sem sair. Richarlison comunicou ao clube e ao técnico Roberto De Zerbi que quer jogar em outro lugar e ficou fora da lista de inscritos da Premier League. O contrato vai até junho de 2027. Antes do Vasco, esteve perto do Trabzonspor, e a negociação morreu na parte financeira antes do fechamento daquela janela.
Sobram dois caminhos, e nenhum é simples. O primeiro é a compra em definitivo, que resolveria a questão do teto de empréstimos mas esbarra em valores que o Vasco não costuma pagar. O segundo depende de o Tottenham desfazer ou alterar um dos empréstimos que já tem em andamento, algo que não está sob controle do clube brasileiro.
O que fica é o retrato de como o mercado funciona hoje. Um jogador quer sair, um clube quer contratar, os dois lados concordam, e a operação depende de uma linha de regulamento escrita para conter formação de elencos paralelos. O prazo corre, e quem espera decisão de terceiros costuma ficar sem o jogador.
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