O placar diz 1 a 0. O jogo disse outra coisa, e é essa diferença que o Palmeiras leva para o domingo.
O time venceu o Bahia no Nubank Parque, pela 29ª rodada, com gol de Flaco López aos 6 minutos. Andreas Pereira cobrou escanteio, Barboza desviou de cabeça e o argentino completou. Dali em diante, foram 84 minutos de chances desperdiçadas.
Vitor Roque acertou a trave aos 14. Andreas acertou aos 23. Sosa acertou no segundo tempo. Ronaldo ainda fez defesas em finalizações de Vitor Roque e Khellven. Quem viu o jogo saiu com a sensação de um 3 a 0 que ficou no poste. Os números da partida estão no relato da Gazeta Esportiva.
O risco de vencer assim é conhecido. O Bahia de Rogério Ceni, sexto colocado com 46 pontos, ficou vivo até o fim e obrigou Carlos Miguel a trabalhar numa falta de Luciano Juba e num chute de longe de Erick. Um time que cria tanto e mata tão pouco deixa a porta aberta para o empate que não merece.
Mas a rodada entregou o que importava. O Flamengo tropeçou em Santos, cedeu o 2 a 2 depois de abrir dois gols, e a distância na ponta caiu para um ponto: 61 a 60, com nove jogos pela frente. O Palmeiras, que teve o auxiliar João Martins à beira do campo, não precisou de brilho para encostar.
Agora vem o Dérbi, domingo, às 17h30, de novo em casa. O Corinthians chega sem técnico, a um ponto da zona de rebaixamento e sem Garro e Kaio César, suspensos. No papel, é o melhor momento possível para pegar o rival. Clássico costuma ignorar o papel, e um Palmeiras que precisa de tantas chances para fazer um gol não pode contar com a tabela para resolver.
O público de quinta foi de 27.135 torcedores. No domingo, o estádio decide se empurra ou cobra.
Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press via AFP




