O Palmeiras voltou à Academia de Futebol na sexta-feira depois de quatro dias de folga que vieram após o 0 a 0 com o Grêmio em Porto Alegre. A pausa das seleções chega num bom momento para Abel Ferreira, que tem três objetivos definidos para as próximas duas semanas, segundo o Lance!.
O primeiro tem nome: Paulinho. O camisa 10 não joga desde o fim de julho, quando se lesionou no tendão do adutor longo da perna direita na derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG. A expectativa é que ele comece a transição para o campo durante a pausa. Não há prazo de volta, e a cautela se explica: lesão de adutor em jogador de explosão costuma voltar se o retorno for apressado.
O segundo é físico. Até 2 de dezembro, o Palmeiras tem 14 jogos marcados, número que pode chegar a 16 se o time avançar na Libertadores e na Copa do Brasil. A média é de uma partida a cada quatro dias. A pausa é a última janela para uma carga de treino mais pesada antes dessa maratona.
O terceiro é prevenção. Oito jogadores estão com suas seleções: Gustavo Gómez, Mauricio e Ramón Sosa, pelo Paraguai; Flaco López e Giay, pela Argentina; Jhon Arias, pela Colômbia; e Piquerez e Emiliano Martínez, pelo Uruguai. Todos voltam com viagem longa nas costas, e o departamento médico acompanha a carga de cada um à distância.
Hoje, além de Paulinho, só Jefté está fora. O lateral passou por cirurgia no joelho e dificilmente joga de novo em 2026.
A conta do Palmeiras é simples de ler: com elenco quase inteiro e uma semifinal de Libertadores contra o Fluminense pela frente, o risco maior não é técnico, é de desgaste. A forma como o time sair dessa pausa vai pesar mais do que qualquer reforço.
Foto: Cesar Greco/Palmeiras




