O Palmeiras chega ao domingo na posição mais confortável do Brasileirão. São 47 pontos e oito de vantagem sobre o Flamengo, vice-líder. Só que o duelo com o Internacional, às 16h no Allianz Parque pela 22ª rodada, vai exigir improviso de Abel Ferreira.
A lista de ausências pesa justamente no setor que sustenta o esquema do português. Gustavo Gómez, Khellven e Paulinho seguem em recuperação de lesão. Bruno Fuchs passou por cirurgia de apendicite. Jefté só deve voltar no ano que vem. Para um time que joga no 3-4-2-1, perder zagueiros titulares e opções de lado não é detalhe: mexe na estrutura inteira.
O sistema de Abel depende de três defensores capazes de sair jogando e de alas com fôlego para cobrir o corredor todo. Sem as peças de origem, o técnico precisa escolher entre adaptar quem está disponível ou mudar o desenho. A primeira opção costuma ser a preferida no Allianz, onde o Palmeiras raramente abre mão da identidade.
O Internacional chega como adversário incômodo. O time colorado vive um momento de reconstrução sob comando de Pezzolano, com discurso público de paciência e limite financeiro. Fora de casa, contra o líder, a tendência é apostar em bloco baixo e transição rápida, explorando exatamente a defesa remendada do rival.
Para o Palmeiras, a conta é simples: vencer mantém a distância confortável e transforma o returno numa gestão de vantagem. Para o Inter, tirar pontos do líder valeria bem mais do que a tabela indica.
Fonte: Gazeta Esportiva
Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon




