O Manchester City ainda não colocou nada no papel, e é justamente aí que mora o problema do Palmeiras. A janela europeia fecha em 1º de setembro. São doze dias para uma decisão que o clube diz publicamente que já tomou.
Leila Pereira repetiu a linha de sempre: não dá para ter time forte se desfazendo dos principais jogadores. Internamente a conversa é outra, e o Palmeiras admite avaliar oferta considerada vantajosa. O Lance! apurou que uma proposta anterior, de 25 milhões de euros fixos, foi recusada, e que o clube avalia o meia em torno de 40 milhões de euros.
A multa rescisória para o exterior é de 100 milhões de euros, número que serve de âncora e não de preço. Ninguém paga multa nesse patamar por um jogador de 22 anos que ainda não jogou na Europa. O valor real de uma negociação ficaria bem abaixo disso, como já aconteceu em vendas anteriores do próprio Palmeiras.
O que torna a situação incômoda é o timing. O Palmeiras está nas quartas da Libertadores e disputa o Brasileirão. Vender Allan agora significa entregar um titular no meio da parte decisiva do ano, e não vender significa deixar passar o tipo de proposta que o estafe do jogador considera irrepetível.
O ponto a observar é se o City formaliza. Enquanto não houver documento, tudo é sondagem, e sondagem não obriga ninguém a nada. Se a oferta chegar perto dos 40 milhões, o discurso público da presidente vai ser testado em praça pública.
Foto: Vitor Palhares/Lance!




