Existe derrota que dói e existe a que muda o ano. O Internacional perdeu o GreNal por 3 a 1 na Arena, saiu da Copa do Brasil e voltou para casa com um problema bem maior que a eliminação.
O problema tem número. São nove jogos sem vitória, 25 pontos em 25 rodadas e a 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento. Paulo Pezzolano não escondeu o tamanho da coisa depois do clássico, classificou a noite como golpe duríssimo, o mais duro do ano, e apontou falhas em bola parada e chances desperdiçadas. As declarações estão na Gazeta Esportiva.
A frase que mais importa do treinador não foi sobre o clássico. Foi a de que o time agora precisa focar cem por cento no Brasileirão. Traduzindo: acabou o calendário de fuga. Até dezembro só resta a competição que decide se o Inter joga a Série B em 2027.
O calendário também não ajuda a esconder nada. O Colorado recebe o Santos no domingo, às 16h, no Beira-Rio, pela 26ª rodada. É jogo contra um adversário que vive momento parecido, o 14º colocado com 29 pontos, e que chega desfalcado depois das lesões sofridas na Vila Belmiro.
Ou seja, é o tipo de partida que costuma decidir permanência: rival próximo na tabela, mando de campo e público empurrando. São 13 rodadas até o fim, contando a de domingo, para tirar uma diferença que hoje é de nada, porque o Inter está empatado em pontos com quem está fora da zona e perde no critério.
O que observar não é só o placar. É a reação nos primeiros 20 minutos. Um time com nove jogos sem vencer entrega cedo o quanto ainda acredita.
Foto: Ricardo Duarte/Internacional




