Time em 18º lugar não escolhe treinador, negocia com quem aceita as condições. É exatamente aí que o Internacional está.
O clube negocia a contratação de Eduardo Baptista, de 56 anos, técnico do Criciúma, para substituir Paulo Pezzolano, demitido no domingo. A conversa começou na segunda-feira e o Criciúma já procura substituto. A apuração é da Rádio Itatiaia.
O número que organiza tudo é o contrato. O Internacional quer vínculo curto, só até o fim de 2026, porque em dezembro o clube tem eleição presidencial e nenhuma diretoria de saída amarra o sucessor a um técnico de dois anos. Outros nomes procurados antes recusaram justamente esse formato.
A situação esportiva explica a pressa. São 28 pontos, três de vantagem sobre a zona de rebaixamento e dez rodadas para jogar. Não há tempo para projeto, há tempo para arrumação.
Do lado de Santa Catarina, o clima azedou. A torcida do Criciúma protestou contra Baptista, que comanda o time desde maio de 2025 e viu a equipe cair da liderança para o sexto lugar da Série B. Na terça-feira, em possível despedida, o Criciúma ainda perdeu para o Operário. O próprio treinador negou ter tido contato, e essa é a parte da história que ainda não fecha.
Enquanto isso, Pablo Fernández segue como interino e o Inter também aparece no topo de uma lista que virou assunto nesta semana: é o clube da Série A com mais estrangeiros no elenco, num momento em que a CBF aprovou redução gradual desse limite a partir de 2027.
O que observar é o prazo. Se o acordo não sair até a reapresentação do elenco, o Internacional volta da Data Fifa com interino na beira do campo e dez jogos para não cair.
Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.




