O último jogo que o Internacional venceu no Brasileirão foi em 16 de maio. De lá para cá são dez partidas sem vitória, e a de domingo terminou com torcedor derrubando gradil no Beira-Rio.
Depois do 3 a 2 para o Santos em casa, um grupo de torcedores tentou forçar entrada em uma área reservada do estádio. A segurança impediu, gradis foram derrubados no pátio e a polícia usou o batalhão de choque para isolar a área. O relato está na CartaCapital.
Com 25 pontos, o Colorado segue na zona de rebaixamento. E a diretoria escolheu não mexer no banco. O executivo de futebol Fabinho Soldado confirmou a permanência de Paulo Pezzolano com um argumento de convicção: "Mudar o treinador sem convicção que daria certo? Sabemos que o torcedor está ferido, com razão". Ele completou que o técnico "acredita no projeto" e segue motivado mesmo depois da derrota.
Manter treinador em crise é uma decisão defensável quando existe um plano por trás. O problema é que a fala que sustenta a decisão fala de entusiasmo, não de correção. Dez jogos sem vencer não é uma sequência de azar, é um diagnóstico, e a diretoria não apresentou publicamente qual erro está sendo corrigido.
O próprio dirigente entregou o prazo ao dizer que o fato novo precisa ser ganhar da Chapecoense. É a admissão de que a permanência do técnico está condicionada a um único resultado.
Esse jogo é dia 12, às 17h, em Chapecó, contra a lanterna. Um confronto direto disfarçado: quem perde ali fica sem argumento nenhum para o resto do returno.
Foto: Ricardo Duarte/Internacional




