Igor Rabello resolveu o dilema da pior maneira possível para o corpo dele e da melhor maneira possível para o Fluminense. O zagueiro confirmou que a luxação acromioclavicular no ombro, sofrida na vitória sobre o Palmeiras em 15 de agosto, exige cirurgia. E anunciou que não vai operar agora.
"A lesão que eu tive é cirúrgica, tem que operar. Em conjunto com o departamento médico e com o clube, optamos por ser conservador", disse ao Lance!. O procedimento fica para o fim do ano, no período de férias, e ele abre mão do descanso para começar a recuperação imediatamente.
A leitura é direta. O Fluminense está nas quartas da Libertadores e briga na parte de cima do Brasileirão, e a temporada tem quatro meses pela frente com dois torneios que valem o ano inteiro. Perder um titular da zaga agora custaria mais do que o risco de manter um atleta jogando com a articulação instável.
O risco existe e não é pequeno. Ombro luxado que não é operado tende a sair do lugar de novo, e a cada episódio o tratamento fica mais complicado. Rabello vai jogar com proteção e com limitação em disputa de bola aérea e em queda, que é exatamente o que um zagueiro faz o tempo todo.
O que observar é o rodízio. Se o Fluminense quiser chegar a dezembro com o zagueiro inteiro, vai precisar poupá-lo em pelo menos um jogo por semana cheia. E o calendário até a decisão da Libertadores não oferece muitas semanas cheias.
Foto: Daniel Brasil/Código 19/Folhapress




