O Fluminense levou 76 minutos para resolver um jogo que a tabela dizia ser tranquilo. O Remo abriu o placar com Jajá aos 31 do primeiro tempo no Maracanã e por um bom tempo administrou a vantagem sem grande sufoco.
A virada veio de bola alta, que é o recurso que o time carioca ainda domina melhor. Hulk empatou aos 21 do segundo tempo, em cabeceio que bateu no travessão antes de entrar, e Serna decidiu aos 37, também de cabeça, depois de escanteio curto. O relato está no Metrópoles.
Com 41 pontos, o Fluminense ficou em quarto e alcançou o Athletico-PR na pontuação. A sequência invicta chegou a sete jogos no Brasileirão, o que sustenta a posição, mas o jogo de sábado expôs a mesma dependência de sempre: quando a jogada trabalhada não sai, o time recorre à área e a Hulk. Contra adversários que não abrem espaço, isso funciona; contra quem defende bem a primeira e a segunda bola, vira noite longa.
Do outro lado a conta é mais dura. O Remo ficou com 23 pontos e segue em 18º, dentro da zona de rebaixamento, com a agravante de ter perdido pontos que já estavam no bolso. Sair na frente fora de casa contra um time do G4 e voltar sem nada é o tipo de resultado que pesa em novembro.
O Fluminense volta a campo na semana pelo Brasileirão. O Remo precisa transformar em ponto o que vem produzindo em desempenho, porque a diferença para fora do Z4 não é grande, mas o calendário está encurtando.
Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC




