A torcida pediu técnico novo para quarta-feira. A diretoria respondeu com o calendário. Depois da terceira derrota seguida no Brasileirão, a mais recente para a Chapecoense, o presidente Matheus Montenegro e a cúpula do Fluminense pretendem esperar o fim do campeonato para decidir se Marcão continua em 2027.
A pressão está nas redes sociais desde sábado. O próprio Marcão chamou a atuação na Arena Condá de vergonhosa na coletiva, o que reforçou o coro de quem já não vê saída com ele. A apuração sobre a posição da diretoria é da Super Rádio Tupi.
Os números ajudam a entender por que a decisão não é simples. Esta é a décima passagem de Marcão pelo comando do time, entre efetivo e interino. Em 74 jogos oficiais, são 31 vitórias, 21 empates e 22 derrotas, com aproveitamento perto de 50%. É um técnico que conhece o elenco e o clube, mas que também carrega a marca de quem nunca foi plano de longo prazo. Ele assumiu em agosto, depois da saída de Zubeldía.
O momento pesa porque o Fluminense vem de uma eliminação na Libertadores e corre o risco de ver a vaga para 2027 escapar pelo Brasileirão. Uma nova derrota afasta o time do G4 e transforma o fim de temporada em cumprimento de tabela.
A escolha da diretoria tem lógica de reta final: trocar o técnico a seis rodadas do fim raramente muda o rumo, e o próximo nome teria pouco tempo para trabalhar. O risco é o oposto. Se os resultados não vierem, a paciência vira omissão aos olhos da arquibancada.
O teste é imediato. O Fluminense recebe o Internacional nesta quarta-feira, no Maracanã, contra um adversário que também briga para se afastar do Z4. Outro tropeço em casa deixa a decisão de dezembro muito mais fácil de prever.
Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC




