O Fluminense puxou o freio. Depois do empate sem gols com o Independiente Rivadavia pela Libertadores, a diretoria decidiu encerrar o ciclo de Luis Zubeldía. Saem também os auxiliares Maxi Cuberas, Carlos Gruezo e Alejandro Escobar, além do preparador físico Lucas Vivas. Marcão, que já era auxiliar permanente, assume de forma interina.
A conta que pesou é simples de ler: oito jogos sem vitória. A pressão vinha de antes, desde a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil, e foi engordando com o empate contra o Botafogo no Brasileirão e com o novo 0 a 0 diante do time argentino no Maracanã.
Vale dar o contexto sem cair na conta de padeiro. Zubeldía comandou o Tricolor em 61 partidas, com 30 vitórias, 18 empates e 13 derrotas, segundo o Sportbuzz. Não é um desastre estatístico. O problema é que os números escondem uma queda de rendimento que ficou nítida nos meses recentes: o time brigou pela ponta do Brasileirão no começo da competição e hoje aparece bem atrás do Palmeiras na tabela.
O calendário não dá tempo para luto. Marcão estreia no comando neste sábado, 15 de agosto, contra o próprio Palmeiras, no Maracanã, pela 23ª rodada. É o tipo de jogo em que o interino costuma tirar uma reação emocional do elenco, mas ninguém se sustenta só nisso.
Nos bastidores, a diretoria trabalha para definir o próximo treinador. E a escolha diz muito sobre o que o clube espera do resto da temporada: se busca alguém para apagar incêndio e garantir a vaga na Libertadores do ano que vem, ou se aposta em um nome de projeto mais longo. A Libertadores ainda está viva, e a volta contra o Rivadavia decide se essa reformulação começa com ou sem torneio continental na mão.
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