Acabou. O staff de Luiz Henrique comunicou na noite de sexta-feira (7) que as negociações com o Flamengo estão oficialmente encerradas. A nota fala em "uma série de acontecimentos que dificultaram o andamento do negócio", jeito diplomático de dizer que os números nunca bateram.
O impasse era claro. O Zenit manteve do começo ao fim a pedida de 30 milhões de euros fixos, mais 5 milhões em bônus. Horas antes do comunicado, os russos até aceitaram flexibilizar o prazo de pagamento, abrindo espaço para parcelar em até três anos. O que eles não fizeram foi mexer no valor fixo. E era exatamente aí que o Flamengo travava.
O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, não autorizou proposta oficial nesses termos, mesmo com o diretor José Boto acenando com os números na mesa. O Rubro-Negro só formaliza oferta quando já existe acordo verbal encaminhado, e esse acordo nunca apareceu. William Bento, um dos intermediários do atacante, esteve no Ninho do Urubu na sexta e ouviu de Boto que o clube não pretendia esticar a corda.
O detalhe que mudou o jogo foi o calendário. Com o prazo de inscrição para a Libertadores encerrando às 18h de sexta, o Flamengo já sabia que não teria Luiz Henrique disponível no torneio continental. Sem urgência, sem pressão. E sem pressão, ninguém paga caro.
É a segunda negativa seguida do mercado para a diretoria rubro-negra. Antes do atacante, o alvo era Thiago Almada. Boto viajou à Argentina, avançou nas conversas e viu o River Plate cobrir a proposta salarial. O Flamengo optou por não entrar no leilão. Agora repetiu a dose.
O elenco segue sem o reforço ofensivo que a comissão pediu, e a janela continua aberta. A pergunta que fica para o torcedor é simples: qual é o teto que essa diretoria realmente está disposta a pagar?
Fonte: Lance!
Foto: Divulgação/Botafogo




