A novela de Thiago Almada segue sem ponto final. Passada a Copa do Mundo, o meia argentino ainda não comunicou onde vai jogar, e a disputa entre Flamengo e River Plate virou o principal enredo desta janela.
O Flamengo chegou a estipular a última segunda-feira como prazo para uma resposta, mas flexibilizou. O diretor José Boto foi à Argentina conversar com o empresário do jogador e voltou ao Rio sem definição. O recado do dirigente foi direto: o clube não vai entrar em leilão. Aquilo que estava combinado é o que vale, e o Flamengo não pretende repetir o esforço financeiro que fez por Lucas Paquetá.
Nas contas, o River leva vantagem no bolso. Segundo o Lance!, o clube argentino oferece cerca de cinco milhões de dólares por temporada, algo perto de R$ 2,1 milhões mensais, enquanto a proposta rubro-negra gira em torno de R$ 1,8 milhão por mês. A diferença de aproximadamente R$ 300 mil pesa, assim como o fator casa: a família de Almada avalia qualidade de vida e a proximidade da Argentina.
Do lado carioca, o argumento é esportivo. O Flamengo segue vivo na Libertadores, persegue o líder Palmeiras no Brasileirão e mantém um dos elencos mais fortes do continente. Há ainda o calendário: o prazo para inscrever reforços nas oitavas da Libertadores termina no sábado, e Almada, oficialmente de férias, tem até 10 de agosto para se reapresentar ao Atlético de Madrid, dono de seus direitos.
Ou seja, mesmo que feche, dificilmente estrearia de imediato. A decisão continua nas mãos do jogador, e o Flamengo aposta que projeto vale mais que cifra.
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