O Santos entrou no Nubank Parque sem Neymar e com Gabigol no banco, perdeu por 3 a 0 e passou a madrugada explicando as duas decisões.
Sobre o camisa 10, Cuca citou uma soma de fatores: controle de carga, sequência de jogos, dois cartões amarelos acumulados e o gramado sintético. Neymar tinha completado 90 minutos no empate com o Mirassol no domingo, com assistência no gol de Barreal. O técnico fez questão de tirar o peso do jogador: "Ele está isento. Por ele, ele estaria vindo jogar." As declarações estão na Gazeta Esportiva.
Sobre Gabigol, a explicação foi tática. Cuca escalou Caballero para explorar velocidade contra a marcação individual do Palmeiras e negou qualquer questão disciplinar, dizendo que foi aspecto técnico. Gabigol entrou no intervalo, com o time já perdendo por 2 a 0.
A leitura que sobra é menos sobre quem jogou e mais sobre o que o clube está protegendo. Preservar Neymar num jogo eliminatório contra o líder do Brasileirão só faz sentido se o Santos considera que a temporada se decide em outro lugar, e esse outro lugar é a fuga do rebaixamento. O time está em 14º, a distância para o Z4 é curta, e o calendário empilha clássico atrás de clássico.
O próximo é domingo, contra o Corinthians na Neo Química Arena. Depois vem a volta com o Palmeiras na Vila, em 2 de setembro, precisando de quatro gols. É nesse jogo do Brasileirão, não no da Copa do Brasil, que dá para medir se a conta do controle de carga fechou.
Foto: Raul Baretta/Santos




