O Cruzeiro chegou ao Maracanã com um empate na bagagem e a chance real de passar. Saiu com uma derrota por 2 a 1 e com a temporada reduzida a uma competição.
O time foi irreconhecível por boa parte do jogo, como registrou o tempo real da Gazeta Esportiva. Recuou demais no primeiro tempo, entregou o meio de campo e só cresceu quando Lucas Romero empatou, num chute de fora da área que não veio de jogada construída. Dois minutos depois, Samuel Lino desfez tudo.
O problema não é ter perdido para o Flamengo no Maracanã, o que acontece com quase todo mundo. É o padrão que se repete fora de Belo Horizonte em jogo grande: pouca posse, poucas entradas na área e a dependência de um lance individual para reagir. Leonardo Jardim vinha justamente de uma vitória sobre o Corinthians na Neo Química Arena, o que mostra que o time sabe jogar fora. Nesta quarta não jogou.
O lado prático é que sobrou uma frente só. O Cruzeiro tem 36 pontos e está na parte de cima da tabela, agora com semana livre enquanto Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo seguem dividindo elenco entre torneio continental e Brasileirão. É a vantagem que times eliminados costumam transformar em pontos na reta final.
O que observar a seguir é o aproveitamento em setembro. Enquanto os rivais diretos jogam quartas de final entre 8 e 17 do mês, o Cruzeiro terá rodada cheia e time inteiro. Se o argumento do clube é que a eliminação libera o calendário, é ali que a conta precisa fechar.
Foto: Gustavo Martins/Cruzeiro




