Demitir é a parte fácil. O Corinthians está descobrindo isso na semana do Dérbi.
Depois da saída de Fernando Diniz, a diretoria ouviu três recusas e passou a buscar informações sobre Fábio Carille, hoje no Al-Fayha, da Arábia Saudita. A apuração é do Lance!, que trata a conversa como estágio inicial, sem proposta formalizada.
A lista de negativas diz muito sobre o momento do clube. Ramón Díaz era o alvo principal e recebeu um desenho incomum: seria diretor técnico, com o filho Emiliano à beira do campo, solução pensada para contornar a suspensão imposta pelo STJD. Não topou o formato. Sylvinho foi consultado na mesma leva e recusou. Luis Zubeldía avisou que não pretende começar trabalho novo em 2026.
O que sobra é um plano de emergência. A ideia com Carille é um contrato até o fim da temporada, com uma missão só: livrar o time do rebaixamento. Falta saber se ele aceita trocar o futebol saudita por dois meses de pressão no Parque São Jorge.
O nome tem lógica, e não é só nostalgia. Carille dirigiu o Corinthians em 184 jogos, com 87 vitórias, 56 empates e 41 derrotas, e levou o Brasileirão de 2017 e três Paulistas seguidos. Mais do que os títulos, o que interessa agora é a marca daqueles times: organização defensiva, que é exatamente o que falta a um elenco que perdeu sete partidas em sequência.
O problema é o tempo. Cada dia sem técnico é um treino a menos para quem chegar, e o Dérbi contra o Palmeiras é no domingo. Três treinadores olharam para a mesma tabela e preferiram ficar onde estavam. Se Carille também disser não, o Corinthians vai precisar decidir se segue procurando ou se assume uma solução caseira até dezembro.
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress




