O Corinthians perdeu duas vezes em uma semana e escolheu não mexer em nada. É uma decisão, não uma omissão.
Depois da eliminação na Libertadores para o Estudiantes e da derrota por 3 a 1 para o Fluminense, que virou a sexta seguida no Brasileirão, Fernando Diniz seguiu no cargo. Marcelo Paz, executivo de futebol, contou que os jogadores procuraram a direção para pedir que não houvesse troca. O relato está no Lance!.
A aritmética explica por que a diretoria topou. São três pontos para o Grêmio, primeiro time dentro da zona, e dez rodadas pela frente. Quatro delas são contra adversários na mesma situação: Internacional, Remo, Mirassol e Grêmio. Trocar de treinador agora significaria colocar um nome novo para conhecer o elenco justamente na semana em que esses jogos começam.
O outro motivo é mais duro e ninguém do clube gosta de dizer em voz alta. O Corinthians não tem como contratar, porque acumula transfer ban e aperto financeiro. Sem reforço, a comissão trabalha com o que tem, e o que tem melhora na Data Fifa: Carrillo e Yuri Alberto entram na reta de recuperação e devem voltar a ficar à disposição em outubro.
O risco da aposta é conhecido. Time que perde seis seguidas costuma perder também a leitura de jogo, e a volta do elenco titular não conserta sozinha um problema que já dura um mês e meio.
O primeiro teste é em 7 de outubro, contra um Internacional que também acaba de trocar de rotina. Dois times em queda, um confronto direto, e a diferença de três pontos pode virar seis para qualquer lado.
Foto: Miguel Schincariol/AFP




