O Corinthians resolveu o problema do banco e, no mesmo domingo, mostrou o tamanho do problema do campo. Horas antes do Dérbi, o clube anunciou Clarence Seedorf como técnico. À tarde, com o interino William Batista, levou 4 a 1 do Palmeiras.
Foi a oitava derrota seguida no Brasileirão. A sequência derrubou Fernando Diniz depois da sétima e empurrou a diretoria a uma semana de recusas até chegar ao holandês. O time está em 16º, com 32 pontos, os mesmos do Internacional, que abre o Z4. Só fica de fora da zona porque tem uma vitória a mais.
Segundo a CNN Brasil, Seedorf assinou até o fim de 2027. O contrato tem uma cláusula que o encerra automaticamente em caso de rebaixamento, e a multa rescisória seria de três salários, cerca de R$ 4,5 milhões. Ele chega com dois auxiliares, comanda o primeiro treino na terça-feira e estreia na segunda, dia 19, às 20h, contra o Vitória, na Neo Química Arena.
O currículo de treinador é curto e irregular. Pelos números do Transfermarkt citados pela CNN Brasil, são 63 jogos desde 2014, com 20 vitórias, 17 empates e 26 derrotas, passando por Milan, Shenzhen, Deportivo La Coruña e seleção de Camarões. O último trabalho terminou em 2019.
William Batista defendeu a escolha depois do clássico. "Seedorf vai ser importante para o Corinthians", disse, segundo a Gazeta Esportiva. Ele também negou que o elenco esteja desmotivado.
A conta que interessa é a do Z4. Antes do Dérbi, o levantamento da UFMG já colocava a chance de queda em 35,9%. Seedorf terá uma semana de treino e oito rodadas para mudar esse número, começando por um jogo em casa que o Corinthians não pode perder.
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians




