A lanterna do Brasileirão foi à Arena MRV, saiu na frente e voltou para Santa Catarina com um ponto que vale mais pelo que evita do que pelo que resolve.
Túlio Eduardo abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo. Cassierra empatou aos 24 da etapa final, e o 1 a 1 se sustentou até o apito. Os números do jogo estão no Terra e no Metrópoles.
A estatística conta a história com precisão incomum. O Atlético-MG teve 64% de posse e finalizou 22 vezes contra sete da Chapecoense. Converteu uma. Time que produz volume e não converte costuma explicar o problema pelo adversário fechado, mas 22 finalizações não são fruto de retranca impenetrável, são fruto de má escolha na hora de decidir.
Para a Chapecoense, o ponto mantém o time nos 18, ainda em último lugar. Não muda a situação, mas quebra uma lógica: a equipe que menos pontua na competição organizou defesa por 90 minutos fora de casa e não se desmontou depois de sofrer o empate. Numa campanha como essa, isso é matéria-prima.
O recado maior é para o lado mineiro. O Atlético parou nos 40 pontos, em sétimo, e chega à semifinal da Sul-Americana contra o Montevideo City Torque com o mesmo sintoma que já apareceu nos mata-matas: cria muito e finaliza mal. No jogo de ida e volta, esse desperdício custa classificação, não apenas dois pontos no Brasileirão.
O número a observar nas próximas semanas é a conversão. Enquanto o Galo precisar de 22 chances para fazer um gol, todo confronto eliminatório vira moeda no ar.
Foto: Pedro Souza/Atlético




