Tem jogo que vale três pontos e tem jogo que vale o humor de um mês inteiro. Botafogo e Chapecoense, neste sábado às 18h no Nilton Santos, é do segundo tipo, e só para um lado.
O Botafogo chega em 13º, com 36 pontos, e uma sequência que preocupa: uma vitória nos últimos oito jogos e três rodadas sem vencer, com derrotas para Mirassol e Vasco e um empate fora contra o Coritiba. Do outro lado está a lanterna do campeonato, com 18 pontos, que levou 4 a 0 do Vitória e 4 a 1 do Athletico-PR nas duas últimas rodadas. Os dados da partida estão na Gazeta Esportiva.
A novidade alvinegra está fora das quatro linhas. Tite volta ao banco depois de cumprir suspensão automática e ser absolvido no STJD. A provável escalação tem Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal e Alex Telles; Allan, Danilo, Álvaro Montoro e Ziyech; Matheus Martins e Arthur Cabral.
A Chapecoense de Rafael Lacerda perde seu principal jogador. O artilheiro Marcinho cumpre suspensão pelo terceiro amarelo, e o ataque deve ter Garcez, Túlio Eduardo e Bolaise. A arbitragem é de Raphael Claus, com Thiago Duarte Peixoto no VAR.
O problema do Botafogo é que esse jogo não tem como dar crédito, só como cobrar. Vencer a lanterna em casa é obrigação, e uma vitória apertada não muda a leitura de um time que perdeu o ritmo no segundo turno. Um tropeço, por outro lado, faria o torcedor olhar para baixo na tabela, onde Vasco, Mirassol e o Z4 estão a poucos pontos.
O teste real é o volume ofensivo contra um adversário que deve se fechar. Se Ziyech e Montoro não encontrarem espaço entre linhas cedo, a noite pode ficar mais longa do que a diferença de 18 pontos na tabela sugere.
Foto: Vitor Silva/Botafogo




