O Botafogo demorou dois jogos para tomar a decisão que a torcida já tinha tomado em Cusco. Franclim Carvalho foi demitido nesta terça-feira, depois de 22 partidas no comando, com 10 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.
A queda não foi por número frio, foi por sequência. A goleada por 6 a 1 sofrida para o Cienciano na ida das oitavas da Sul-Americana já tinha aberto a porta, e a derrota seguinte para o Vitória no Brasileirão terminou de empurrar o português para fora. O anúncio e o desenho da comissão interina estão no Lance!.
Rodrigo Bellão assume como interino, com Paulo Bonamigo permanecendo como coordenador técnico. E aqui está o problema real da decisão: o Botafogo troca de treinador a 48 horas de um jogo que, na prática, já acabou. Para avançar, o time precisa ganhar por seis gols de diferença nesta quinta-feira. Isso não é meta, é formalidade.
O que a demissão de fato faz é liberar o clube para começar a reconstrução antes do fim do vexame, e não depois. É uma escolha defensável, ainda que tardia. Franclim tinha aproveitamento razoável na conta geral, mas perdeu o elenco no pior momento possível, em um jogo eliminatório que virou humilhação pública.
O nome de Jair Ventura circula como alternativa para o cargo em definitivo, segundo apurou a imprensa carioca, sem confirmação do clube.
O calendário não dá trégua. Passada a formalidade contra o Cienciano, o Botafogo volta a atenção integral para o Brasileirão, onde a temporada ainda pode ser salva ou perdida de vez. O próximo treinador vai pegar um elenco caro, abalado e sem competição continental para disputar. É esse o cargo que o clube está oferecendo agora.
Foto: Vítor Silva/Botafogo




