O Botafogo não entra no domingo para brigar por nada. Entra para parar de perder por goleada.
O time recebe o Palmeiras no Nilton Santos, às 18h30, pela 26ª rodada do Brasileirão, e chega ao jogo em queda livre. Sob o comando interino de Rodrigo Bellão, levou 6 a 1 do Cienciano, 3 a 0 do Athletico-PR e 3 a 0 do Flamengo. A eliminação na Sul-Americana transformou uma sequência ruim em crise aberta, com protesto de organizada no CT cobrando o presidente João Paulo Magalhães e os jogadores. O quadro foi detalhado pela Gazetaweb.
O calendário não ajudou. Nos últimos cinco jogos, o Glorioso pegou Fluminense, Athletico-PR, Flamengo e Palmeiras, ou seja, praticamente toda a parte de cima da tabela em sequência. O problema é que sequência difícil explica derrota, não explica placar de 6 a 1 nem de 3 a 0 duas vezes seguidas.
A consequência prática é a que ninguém no clube quer dizer em voz alta. O time saiu da conversa por Libertadores e agora está a cinco pontos da zona de rebaixamento. Cinco pontos em setembro, com um interino no banco e um elenco que acabou de perder confiança, é distância pequena demais para tratar como detalhe.
O que observar no domingo não é o resultado, é o comportamento depois do primeiro gol sofrido. Foi ali que os três últimos jogos desmoronaram. Se o Botafogo aguentar o primeiro golpe em casa, ganha tempo para a diretoria resolver o banco. Se não aguentar, a próxima definição deixa de ser sobre técnico e passa a ser sobre rebaixamento.
Foto: Vítor Silva/Botafogo




