Um placar de 1 a 0 esconde o que foi o jogo no Nilton Santos. O Botafogo finalizou 20 vezes, acertou o gol em 11 delas e só não goleou a Chapecoense porque Anderson teve a noite da vida. Ainda assim, a vitória de sábado tem peso próprio: foi a primeira de Tite no comando alvinegro.
O gol saiu cedo, aos 7 minutos. Montoro achou Matheus Martins pela esquerda, que cruzou de trivela para Tiquinho Soares completar. Daí em diante, o jogo foi de ataque contra goleiro. Anderson fez dez defesas, incluindo uma que a Placar chamou de milagrosa em chance de Montoro nos acréscimos do primeiro tempo.
No segundo tempo, o roteiro se repetiu. Cristian Medina, que entrou no lugar de Ziyech, saiu cara a cara aos 34 e parou no goleiro. Aos 40, Marçal cabeceou no travessão depois de cruzamento de Alex Telles. Do outro lado, a Chapecoense finalizou nove vezes e não acertou nenhuma no alvo. Gabriel Batista praticamente assistiu.
A leitura positiva é o controle. O Botafogo vinha de uma vitória em oito jogos e precisava de uma atuação que devolvesse confiança, mais do que de brilho. Teve volume, teve posse e não deu chance. A leitura incômoda é a mesma de antes: um time que cria tanto e marca uma vez vive pendurado no placar mínimo.
Com o resultado, o Botafogo chega a 39 pontos e ao 12º lugar, respirando um pouco mais longe da parte de baixo. A Chapecoense, com 18, segue na lanterna e cada rodada torna a conta da permanência mais distante.
O próximo compromisso do Botafogo é no sábado, dia 24, contra o Internacional, fora de casa. É um adversário dentro do Z4 e pressionado, o tipo de jogo que diz se a primeira vitória de Tite foi ponto de partida ou alívio pontual.
Foto: Reprodução/X/Botafogo




