A última vez que o Bahia perdeu na Fonte Nova foi em 9 de maio, uma virada do Cruzeiro por 2 a 1 na 15ª rodada. Cinco meses depois, o time de Rogério Ceni recebe o líder Flamengo no domingo, às 18h30, com a casa transformada no seu maior argumento.
Desde aquela derrota, foram oito jogos em Salvador: cinco vitórias e três empates, com as três últimas vitórias em sequência, contra Internacional, Remo e Mirassol. No campeonato inteiro, o Bahia soma 27 dos seus 49 pontos como mandante. Os números são do A Tarde.
O contexto da tabela dá peso ao jogo. O Bahia é 5º, dois pontos atrás do Fluminense, que fecha o G4 com 51. Vencer o líder em casa colocaria o tricolor baiano na zona de Libertadores direta, ao menos de forma provisória, dependendo do resultado do Fluminense contra o Santos no mesmo dia.
O Flamengo chega dividido. Empatou sem gols com o Estudiantes em La Plata, numa atuação sem nenhum chute no alvo, e decide a vaga na final da Libertadores no Maracanã na quinta-feira, dia 22. Arrascaeta e Danilo seguem fora. Com o Palmeiras a um ponto, perder em Salvador pode custar a liderança, mas a prioridade da semana está clara.
Para o Bahia, essa é a leitura que interessa. Um Flamengo que pensa na Libertadores tende a administrar, e um time que vive de mando forte precisa transformar isso em pressão desde o início. Se o placar ficar fechado por muito tempo, o visitante cresce em qualidade individual, mesmo desfalcado.
Depois do Flamengo, restarão sete rodadas. O G4 nunca esteve tão perto, e o calendário dificilmente vai oferecer um adversário tão distraído outra vez.
Foto: Letícia Martins/EC Bahia




