A expulsão de Neymar na Vila Belmiro não terminou com o apito final. No domingo, o Bahia divulgou nota oficial em que diz lamentar e repudiar as agressões verbais que Rodrigo Nestor teria sofrido durante o 1 a 1 de sábado.
O texto do clube baiano vai além do episódio. Afirma que a torcida tricolor merece respeito e cobra responsabilidade de figuras de grande alcance público, lembrando que há crianças que se espelham nos atletas. Nestor já tinha dito, na saída para o intervalo, que ouviu "uma série de coisas" e que Neymar "falhou muito como pessoa".
Neymar respondeu nas redes. Admitiu que os dois trocavam provocações, negou ter dito algo ao cobrir a boca e criticou o uso da regra que levou ao vermelho, afirmando que o adversário quis se beneficiar no jogo. Não há áudio oficial do que foi dito. As frases que circulam vêm de leitura labial, sem confirmação. O resumo do caso está no Piranot.
Para o Santos, o que pesa é o calendário. O amarelo do primeiro tempo foi o terceiro de Neymar e o tira do clássico contra o Palmeiras, na quarta-feira, na Vila. A expulsão soma outra partida, cumprida separadamente: ele também desfalca o time contra o Red Bull Bragantino, no dia 2 de novembro, em Bragança Paulista. Com a pausa da Data Fifa no meio, o retorno previsto é só contra o Coritiba, em 18 de novembro, segundo o Terra.
E esse é o cenário otimista. O STJD pode analisar a súmula e aplicar punição adicional. Cuca disse que vai conversar com o jogador depois de ver as imagens e que não pretende expô-lo. O problema é que o Santos, oitavo com 46 pontos, entra na reta final sem saber por quanto tempo vai jogar sem seu principal nome.
Foto: Raul Baretta/Santos FC




