Gustavo Scarpa teve uma porta aberta no São Paulo e decidiu não passar por ela. Em entrevista à TV Bandeirantes, o meia do Atlético-MG contou pela primeira vez por que recusou o interesse tricolor.
O contexto pesou. Quando o São Paulo se movimentou, Scarpa ainda se recuperava de uma artroscopia para retirar um fragmento do joelho direito. "O São Paulo precisava de uma resposta imediata e, enfim, como eu estava voltando de cirurgia a gente nunca sabe como vai ser", disse.
Ele conta que a conversa foi direta, com o técnico Dorival Júnior e com o executivo Rafinha. "Eu conversei com o Dorival, conversei com o Rafinha, expliquei para eles minha situação." Segundo o jogador, o diretor Paulo Bracks deixou claro que a saída não era iniciativa do Galo, apenas que o São Paulo tinha se interessado. A entrevista foi repercutida pela Gazeta Esportiva.
O motivo principal, porém, foi outro. "Eu acredito no meu potencial e que eu consigo dar a volta por cima", afirmou. E completou: "Sei que o meu tempo com a camisa do Galo ainda não terminou".
A leitura esportiva é o que interessa. Scarpa voltou a campo com poucos minutos contra Cruzeiro e Santos e ainda não é titular. Ao recusar o São Paulo, ele trocou a chance de recomeçar num elenco que o queria por uma disputa interna sem garantia nenhuma. É uma aposta alta para quem saiu de cirurgia, e ela só se paga com minutos.
Para o Atlético, que virou um dos melhores times do returno, ter um meia com a bola parada e a leitura de jogo de Scarpa voltando à forma é um reforço sem custo. Com Copa do Brasil e Brasileirão apertando o calendário até dezembro, rodar o elenco vai ser obrigatório, e é nessa brecha que ele precisa aparecer.
A pausa da Data Fifa é o tempo que Scarpa tem para ganhar ritmo. Quando a bola voltar a rolar, a resposta ao São Paulo começa a ser julgada em campo.
Foto: Pedro Souza/Atlético




