O Atlético que chega à reta final da temporada não é o mesmo do primeiro semestre, e o artilheiro do time sabe explicar por quê.
Cuello apontou dois fatores para a virada: o trabalho de Eduardo Domínguez e a pausa do calendário durante a Copa do Mundo. Em entrevista publicada por O Tempo, o argentino disse que o período no CT, com treino intenso, ajudou o elenco a entender o modelo do técnico.
Para ele, a pausa teve também um peso pessoal. Cuello sofreu uma lesão grave no fim de 2025 e usou a intertemporada para reconstruir a parte física. O próprio atacante admite que depende muito da condição física para render, e os números acompanham o discurso: foram cinco gols entre 16 de agosto e 16 de setembro, justamente o recorte em que o Atlético passou a jogar melhor no Brasileirão e na Sul-Americana.
O dado ajuda a ler o momento do clube. Time que muda de patamar depois de uma pausa costuma ter mérito no método, e não só na sorte de calendário. A dúvida é se esse ganho se sustenta quando os jogos voltam a vir a cada três dias.
Cuello não esconde a meta. Disse que o objetivo desde que chegou é ganhar títulos e que, neste ano, o time está perto de chegar a uma final. O caminho mais curto é a Sul-Americana, com semifinal contra o City Torque, e o clube já abriu a venda de ingressos.
Antes disso, o Atlético encara o Bragantino pelo Brasileirão no sábado, com uma lista de desfalques que preocupa. É ali que dá para medir se a fase do artilheiro compensa a falta de peças no resto do time.
Foto: Pedro Souza/Atlético




