Clássico mineiro tem dessas: o jogo estava resolvido para o lado errado até a arbitragem mudar a conta.
O Cruzeiro abriu o placar aos 30 do primeiro tempo, de pênalti, com Kaio Jorge. Com o 1 a 1 do Mineirão na ida, aquele gol colocava o time celeste na semifinal. Aos 15 do segundo tempo, Villalba levou o segundo amarelo e tudo virou de cabeça para baixo. Victor Hugo empatou aos 32, Fred fez o segundo aos 43 e o Atlético-MG venceu por 2 a 1. O relato completo está na Gazeta Esportiva.
O que sobra disso não é a virada, é como ela veio. O Atlético passou 60 minutos sem encontrar caminho contra um Cruzeiro organizado e só produziu depois da vantagem numérica. São 17 minutos de futebol aproveitado dentro de 90. Contra um adversário completo na semifinal, essa margem não existe.
Para o Cruzeiro, a leitura é mais dura. O time controlou o clássico fora de casa, saiu na frente e perdeu a vaga por indisciplina individual. A expulsão de Villalba foi o segundo amarelo, ou seja, decisão de jogador, não de arbitragem polêmica.
O Atlético agora espera Grêmio e Internacional, que empataram sem gols na ida e decidem na quinta-feira. A semifinal tem data-base na semana de 1º de novembro, o que dá quase dois meses de intervalo. Nesse intervalo cabe o Brasileirão inteiro e a definição de temporada dos dois lados de Belo Horizonte.
Foto: Pedro Souza/Atlético




