O 0 a 0 no Beira-Rio não foi o assunto que sobreviveu à noite. O que sobrou foi um lance no fim do primeiro tempo.
Carlos Vinicius disputou a bola com Bruno Gomes, acertou o adversário com o braço e, ao se desequilibrar, atingiu o lateral com o pé. O atacante do Grêmio já estava pendurado com cartão amarelo. Ramon Abatti Abel não deu o segundo, e o jogo seguiu com onze de cada lado.
Para Carlos Eugênio Simon, ex-árbitro de três Copas do Mundo, ali havia expulsão. "Ramon Abatti Abel deixou de colocar Carlos Vinicius para a rua pelo seguinte motivo: segundo cartão amarelo", disse. Simon classificou a jogada como lance clássico de advertência, que somado ao amarelo anterior tiraria o atacante de campo. A análise completa está no site da Rádio Itatiaia.
O peso do lance não é só moral. Faltavam poucos minutos para o intervalo, e o Grêmio era o time que controlava o jogo naquele momento. Jogar a segunda etapa inteira com um a menos, no Beira-Rio, muda a natureza da partida e provavelmente muda o placar. O empate que o Grêmio levou para casa nasceu, em parte, de uma decisão que o próprio Grêmio não precisou administrar.
Abatti Abel é catarinense e integrou o quadro de árbitros da Copa do Mundo de 2026, o que aumenta a repercussão em vez de diminuir. Não é um nome de segunda linha errando um lance de segunda linha.
O que observar agora é a escala da volta, em 3 de setembro na Arena do Grêmio. Uma série de clássico empatada tem uma característica desagradável: cada decisão de arbitragem passa a valer classificação. A CBF ainda não se manifestou sobre o lance.
Foto: Reprodução/Prime Video




